A semana Farroupilha do Monte Bonito  - (9º Distrito de Pelotas/RS)




Temário da Semana Farroupilha de 2011.

“NOSSAS RAÍZES”

O temário proposto para os Festejos Farroupilhas 2011 foi aprovado pela Comissão Estadual, no mês de dezembro de 2010 e homologado pelo Congresso Tradicionalista Gaúcha, do MTG, em janeiro de 2011.

A proposta é bastante abrangente e tem como objetivo explorar a história do Rio Grande do Sul e buscar, em alguns episódios e períodos, indicadores da identidade do povo gaúcho. Rebuscar a história e retirar dela os aspectos que melhor retratem a formação sócio-cultural do nosso Estado é tarefa que não se esgotas nesse ano de 2011, mas haverá de nos ajudar a entender um pouco mais a nossa identidade cultural regional.
Cada município do Estado ou cada microrregião poderá aprofundar um ou mais tópicos entre os que estão sendo propostos neste temário. Esse aprofundamento se dará em função da característica local, especialmente pela predominância ou influencia maior de uma ou de outra etnia.
Para bem desenvolver a ideia de explorar as raízes da formação sócio-cultural do gaúcho sul-rio-grandense foram selecionados os seguintes momentos da nossa história:

1. OS JESUÍTAS NO TERRITÓRIO GAÚCHO
2. A TERRA DE NINGUEM
3. FUNDAÇÃO DA PROVÍNCIA
4. OS AÇORIANOS E A FUNDAÇÃO DE PORTO ALEGRE
5. ÉPOCA DAS CHARQUEADAS (1780 – 1840)
6. A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA PROVÍNCIA
7. COLONIZAÇÃO – PRIMEIRA FASE
8. REVOLUÇÃO FARROUPILHA
9. NA DEFESA NACIONA
10. REVOLUÇÃO FEDERALISTA
11. A COLONIZAÇÃO – SEGUNDA FASE – COMPLETA-SE O GHAÚCHO
12. GAUCHISMO: CULTO E PRÁTICA
NOTÍCIAS

Alcy Cheuiche é Patrono da Semana Farroupilha 2011

Em um almoço na sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o escritor Alcy Cheuiche aceitou o convite do presidente do MTG, Erival Bertolini, para ser Patrono da Semana Farroupilha 2011. O nome foi escolhido por unanimidade pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas.
O homenageado deverá participar de uma série de atividades dos festejos, como o acendimento da Chama Crioula, em Taquara, no mês de agosto, além dos desfiles de 19 e 20 de setembro.
Alcy José de Vargas Cheuiche nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, a 21 de julho de 1940. Prestou vestibular em Porto Alegre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Agronomia e Veterinária. Durante o curso, colaborou em jornais universitários com artigos, contos e poesias. Diplomado em primeiro lugar em sua turma, conquistou uma bolsa de estudos para Paris.
Essa experiência universitária brasileira, que se prolongou na Europa com três anos de cursos de pós-graduação na França e na Alemanha, é muito visível em livros como O Gato e a Revolução e O Mestiço de São Borja.
O escritor é ganhador do prêmio literário Ilha de Laytano com seu conhecido romance histórico A Guerra dos Farrapos. Como cronista, além do livro O Planeta Azul, é coautor de A Cidade de Perfil, vencedor do Prêmio Açorianos e do seu mais recente livro “Na Garupa de Chronos”, publicado em novembro de 2000, e ganhador do Prêmio Açorianos 2001. Em 2005 recebeu a Medalha Oswaldo Aranha da Prefeitura Municipal de Alegrete, entre outros prêmios. É ainda membro vitalício da Academia Rio-Grandense de Letras e sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores.
Alcy Cheuiche é Patrono da Semana Farroupilha 2011
Em um almoço na sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o escritor Alcy Cheuiche aceitou o convite do presidente do MTG, Erival Bertolini, para ser Patrono da Semana Farroupilha 2011. O nome foi escolhido por unanimidade pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas.
O homenageado deverá participar de uma série de atividades dos festejos, como o acendimento da Chama Crioula, em Taquara, no mês de agosto, além dos desfiles de 19 e 20 de setembro.
Alcy José de Vargas Cheuiche nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, a 21 de julho de 1940. Prestou vestibular em Porto Alegre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Agronomia e Veterinária. Durante o curso, colaborou em jornais universitários com artigos, contos e poesias. Diplomado em primeiro lugar em sua turma, conquistou uma bolsa de estudos para Paris.
Essa experiência universitária brasileira, que se prolongou na Europa com três anos de cursos de pós-graduação na França e na Alemanha, é muito visível em livros como O Gato e a Revolução e O Mestiço de São Borja.
O escritor é ganhador do prêmio literário Ilha de Laytano com seu conhecido romance histórico A Guerra dos Farrapos. Como cronista, além do livro O Planeta Azul, é coautor de A Cidade de Perfil, vencedor do Prêmio Açorianos e do seu mais recente livro “Na Garupa de Chronos”, publicado em novembro de 2000, e ganhador do Prêmio Açorianos 2001. Em 2005 recebeu a Medalha Oswaldo Aranha da Prefeitura Municipal de Alegrete, entre outros prêmios. É ainda membro vitalício da Academia Rio-Grandense de Letras e sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores.

06/06/2011 - 27a edição do Reponte se encerrou na madrugada de hoje (6); pela primeira vez composição em espanhol é vencedora

"La Mandinga", vencedora "Linha Campeira"


A 27a edição do Reponte da Canção Nativa, de São Lourenço do Sul, se encerrou na madrugada de hoje (6), com a divulgação e premiação das músicas vencedoras. Na “Linha Campeira” consagrou-se em 1o lugar “La Mandinga”, de Juliano Javoski e Gustavo Brasil. Na “Linha Livre”, pela primeira vez foi vencedora uma composição em espanhol: “Como Lo Siento”, de Frederico Viana, que recebeu ainda os prêmios de “Melhor Melodia” e “Melhor Intérprete”. A milonga arrabalera “Domingueira”, com letra e música de Adão Quevedo, que se classificou para o Reponte através do 19o Pérola em Canto, conquistou, além do 2o lugar na “Linha Campeira”, o prêmio de “Música mais popular”.

"Como Lo Siento”, vencedora "Linha Livre"
Paralelo ao 27o Reponte da Canção, aconteceram o 6º Encontro Estadual de Invernadas “São Lourenço em Dança”, que contou com a participação de 50 invernadas, e a 7ª Feira de Economia Solidária. Entre os homenageados desta edição, estiveram o prefeito de Palmeira das Missões, Lourenço Ardenghi Filho, o deputado federal Henrique Fontana, o poeta Maurício Raupp, e os patrocinadores locais Supermercados Guanabara e Arroz Guin.
Vinte e sete anos de festival, centenas de músicos, instrumentistas, artistas de todo o Rio Grande do Sul e do Grande Pampa mantiveram viva a chama da tradição e da solidariedade, em dos mais marcantes momentos para o Município. Na edição de 2011, brotaram temas símbolos do povo lourenciano, fazendo surgir novas expressões. O gaúcho viu-se por inteiro, ultrapassando fronteiras.
Para o prefeito de São Lourenço do Sul, José Nunes, a 27a edição do festival representa uma espécie de virada de página, marcando um novo momento em que a comunidade volta a cantar e a cultuar a alegria. “São Lourenço passou por uma provação, um sacrifício muito grande, mas não poderíamos deixar de realizar o Reponte porque o festival é uma festa especial que já está no coração da população”, disse.
Ele destacou a qualidade das 16 músicas classificadas e, em especial, a das dez composições que se apresentaram no 19o Pérola em Canto, festival dedicado aos compositores lourencianos, realizado na quinta-feira (2). “As músicas do Repontinho foram as melhores da história e todas teriam qualidade para estarem no palco do Reponte”, afirmou referindo-se à competição local. “Isso demonstra a vontade de superação de toda a comunidade que se expressa através da música, num desejo de olhar para o futuro com esperança”.
Ao agradecer aos patrocinadores do evento, José Nunes ainda anunciou para o mês de março do próximo ano a realização da 28a edição do Reponte da Canção. “Temos muitas coisas a fazer, muito a recuperar, mas o mais importante é restabelecer a crença de trabalhar pelo futuro de nossa população. O material aos poucos vai se recuperando, mas a esperança é algo que sempre terá de estar presente para que possamos avançar”, disse.
Em escolha por voto do público foram eleitos os jurados para a 28a edição do festival. Na “Linha Campeira” a comissão julgadora ficou composta por José Carlos Batista de Deus (Pelotas), Nilton Ferreira (Jaguari) e Osmar Carvalho (Porto Alegre). Já na “Linha Livre” foram escolhidos Andrigo Xavier (São Lourenço do Sul), Adriana Sperandir (Osório) e Gilberto Oliveira (Rio Grande).
A 27ª edição do Reponte da Canção contou com o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através do Ministério da Cultura e do Governo Federal, e do Sistema Pró-Cultura, por meio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. O patrocínio Master foi da Petrobras, da Eletrobrás e dos Supermercados Guanabara, com a realização da Prefeitura de São Lourenço do Sul e a produção cultural da Tabla Produções Artísticas.

VENCEDORES DO 27º REPONTE DA CANÇÃO

LINHA CAMPEIRA

1º Lugar – Troféu Seival: La Mandinga (Chamamé)

M: Juliano Javoski

L: Gustavo Brasil

2º Lugar - Troféu Estância do Salso: Domingueira (Milonga Arrabalera)

M/L: Adão Quevedo

Melhor Poesia - Troféu Lanceiros Negros: A mão que saca o pelego (Milonga)

L: Fabrício Marques

LINHA LIVRE

1º Lugar – Troféu Seival: Como Lo Siento (Canção)

M/L: Frederico Viana

2º Lugar – Troféu Estância do Salso: Céu de Purpurina (Samba)

L: Vaine Darde

M: Osmar Carvalho

Melhor Poesia - Troféu Lanceiros Negros: Outono dos Sentidos (Xote)

L: Jaime Vaz Brasil

M: Adriano Sperandir

Composição Mais Popular - Troféu Caixa Econômica Federal: Domingueira (Milonga Arrabalera)

Letra e Música: Adão Quevedo

Melhor Instrumentista - Troféu Ernani Ferreira: Marquinho Fé

Música: Outono dos Sentidos

Melhor Intérprete - Troféu César Passarinho: Frederico Viana

Música: Como Lo Siento

Melhor Arranjo Instrumental – Troféu Lagoa dos Patos: Adriano Sperandir e Nilton Júnior

Música: No mar dos teus olhos

Melhor Melodia - Troféu Noel Guarany: Como Lo Siento (Canção)

M/L: Frederico Viana

Melhor Tema Litorâneo – Troféu Costa Doce: No mar dos teus olhos (Canção)

L: Rômulo Chaves

M: Nilton Júnior da Silveira
TRADICIONALISMO / NATIVISMO
Quem quiser demonstrar a cultura gaúcha visualmente vai ter um retângulo cujas pontas ostentam cores diferentes com um dégradé em direção ao centro. No ponto mais eqüidistante das extremidades vai existir um matiz difícil de identificar a que lado pertence. Assim é a cultura do Rio Grande do Sul, composta por dois movimentos distintos, mas iguais. Há o tradicionalista que não compreende ou não gosta do nativismo e o nativista que não entende ou não aprecia os rituais do tradicionalismo. Porém há aqueles que, como no matiz central do quadro imaginário proposto, ora são interpretados como tradicionalistas, ora como nativistas. Transitam nos dois campos culturais com a mesma notoriedade e legitimidade. Luiz Carlos Barbosa Lessa, recentemente falecido, considerado o maior teórico do tradicionalismo, registra em seu livro Nativismo, que a cada trinta anos surge um novo "ismo". Menciona o gauchismo de Cezimbra Jacques em 1889, regionalismo por volta de 1920, o tradicionalismo em 1947 e o nativismo a partir da década de 70. Complementa o folclorista: em 2000 deve se cuidar para não haver o "barulhismo". Seu temor tem uma certa ponta de razão, mas ele não prevê o possível momento do centrismo na cultura gaúcha.
Definir o tradicionalismo e o nativismo parece ser tarefa simples quando se lê as palavras num dicionário, contudo decifrar os movimentos representados por estes dois "ismos" é mais complexo. Saber quem são e o que pensam as pessoas que formam estes dois grupos que se complementam e às vezes se confundem requer uma análise mais profunda do que uma simples frase, muitas vezes preconceituosa. Entender o que pensam os membros destes dois grupos de indumentárias distintas e outras vezes tão semelhantes, é complexo. Decifrar estas duas tribos com guerreiros aquartelados nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) ou nos ginásios de esporte que viram cenários para os festivais, não é fácil. Conhecer as lideranças dos que ostentam cargos adquiridos através de eleições e dos que conquistam posições por meio de suas prestigiosas manifestações artísticas, é fundamental. É necessário recorrer à sociologia e à antropologia para tentar desvendar o mistério de uma divisão quase oculta e ao mesmo tempo tão declarada.
O tradicionalismo gaúcho é um movimento organizado com uma estrutura hierárquica rígida e um mapeamento do Estado. É quase como um governo paralelo especificamente para o gerenciamento da tradição, mas não exclusivamente. Há uma questão humana intrínseca. Possui um presidente na capital, trinta coordenadores nas chamadas Regiões Tradicionalistas (RTs) e os patrões nos Centros de Tradições Gaúchas. Há cidades que possuem ainda uma associação das entidades, cujo presidente tem sua posição hierárquica estabelecida entre o patrão e o coordenador. Como primeiras-damas culturais existem as primeiras prendas em três modalidades e três níveis. As modalidades são mirim, juvenil e adulta e os níveis são as prendas das entidades, das regiões e do Estado. Um cargo surgido mais recentemente é o de Peão Farroupilha, nos mesmos níveis das prendas e nas modalidades de piá e adulto. Todos são uma espécie de relações públicas do tradicionalismo e conquistam seus cargos num verdadeiro vestibular cultural. Ao contrário do nativismo, há uma rigidez quase militar no tradicionalismo no que tange a indumentária. Chega em alguns casos no limite de que a imagem vale mais do que o conteúdo.
O nativismo gaúcho não é uma entidade e sim um movimento cultural cuja união está na identificação pessoal e na semelhança de produção artística de seus membros. Os líderes são os artistas e os organizadores de festivais, mas não há uma hierarquia estabelecida entre eles. Ambos possuem associações independentes na expectativa de uma organização maior, porém não se pode comparar com as diretorias e patronagens do tradicionalismo. Os guerreiros desta tribo são os admiradores da música nativa, da poesia gaúcha e da pajada rio-grandense. Seguem seus ídolos, mas não lhes dão exclusividade. Aplaudem e consomem o produto cultural dos que mais se identificam. Vão aos festivais com o mesmo entusiasmo com que frequentam os CTGs. Há migrantes entre os grupos, contudo pode-se afirmar independente de qualquer pesquisa de que o tradicionalismo municia o nativismo com maior contingente de pessoas do que o contrário.
Se há diferença organizacional entre eles, há semelhança sentimental. Ambos sustentam seus discursos ideológicos no amor à Terra. Tradicionalismo e nativismo cantam as belezas da querência, envergam indumentária típica, demonstram, cada um à sua moda, amor pelo Rio Grande do Sul e são sustentados pelo concurso. Embora nesta demonstração de apego ao pago, o tradicionalismo dance mais do que cante e o nativismo quase que exclusivamente cante, este ano o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) cria um festival de música que abrange todas as RTs, o que significa uma mobilização estadual.
Pela visão antropológica, ambos os segmentos são agregadores da família e do grupo local. Possuem a linguagem dos signos herdada de ancestrais. Falam do seu mundo com a dimensão de seu conhecimento. São responsáveis pelo crescimento da auto-estima do povo rio-grandense e grandes propulsores da economia estadual. Enquanto o tradicionalismo estuda o folclore e a tradição, o nativismo está mais voltado para a manifestação folclórica. O primeiro define o corpus de sua atuação dentro do que estabelece como tradicional e folclórico e o segundo busca universalizar estes dados com enfoque poético-musical mais abrangente e inovador.
As pontas de cores distintas do quadro imaginário que define a cultura gaúcha se debatem nesta questão. Os mais entusiastas do tradicionalismo julgam que o nativismo está deturpando a cultura gaúcha e os vanguardistas do nativismo acusam os tradicionalistas de serem responsáveis pelo saudosismo cultural. Já os que são representados pelo matiz dégradé, visualizam o somatório do poder cultural que os dois movimentos proporcionam para o engrandecimento espiritual dos habitantes do Estado. Juntos, eles mobilizam mais de um milhão de pessoas. Isto só no Rio Grande do Sul, haja vista que a cultura gaúcha está presente em todos os estados brasileiros e fora do território nacional com grande representatividade.
Barbosa Lessa, ao fundamentar o tradicionalismo afirma que "... as duas unidades sociais mais importantes como transmissoras de cultura são a família e o grupo local". Nos grandes centros populacionais urbanos os CTGs são os locais da fuga do individualismo das metrópoles. As pessoas buscam reencontrar o sentimento de grupo local, com os mesmos objetivos e atividades.
A cultura gaúcha como um todo é provedora deste encontro familiar. A freqüência nos CTGs, rodeios e festivais normalmente é de três gerações. Estando os grupos de diferentes idades voltados ao mesmo objetivo, a herança cultural é legada com maior facilidade entre eles e o fortalecimento do regionalismo é mais pulsante. Encontrada no seio da cultura gaúcha, a família rio-grandense posiciona-se na defesa de seus mais íntimos anseios. Os pais acompanham o crescimento etário e cultural de seus filhos e os apóiam nos momentos de dificuldade como amigos da mesma entidade social, sem deixarem de ser exemplos e ídolos. Tanto que o rodeio crioulo, uma das atividades recreativas do tradicionalismo, institui o concurso de laço "pai e filho", incentivando a integração familiar. Da mesma forma acontece no nativismo quando um jovem sobe ao palco para defender sua música num determinado festival, toda a família oferece apoio à sua atuação.
A sociabilidade familiar, um dos maiores problemas da comunidade mundial na atualidade, tem na cultura gaúcha um ponto de apoio importante. Seus exemplos estão presentes desde os CTGs dos mais remotos rincões até os da capital gaúcha.
As lideranças de ambos os movimentos também mobilizam as famílias na questão organizacional. É comum encontrar casais participativos nos CTGs ou na organização de festivais de música ou poesia. Quando no grande grupo, em congressos do Movimento Tradicionalista Gaúcho ou nas reuniões da Associação das Comissões Organizadoras de Festivais de Música do Rio Grande do Sul, é uma grande família. Barbosa Lessa faz uma afirmação sociológica para o evento: "qualquer sociedade poderá evitar a dissolução enquanto for capaz de manter a integridade de seu núcleo cultural." Nestes encontros há o congraçamento de pessoas de todas as facções partidárias, todas as classes sociais, credos e cores. A cultura é o objetivo comum para o qual todos convergem suas dedicações.
Embora isso aconteça na comunidade local, os comandos políticos, distantes do fato cultural, teorizam equivocadamente sobre a cultura gaúcha. Os da extrema direita e da extrema esquerda julgam que a estrutura das estâncias na cultura gaúcha, patrões e peões, seja ideologicamente a favor da primeira e contra a segunda. Ambos estão enganados, por que ela está acima disso. É uma característica atribuída ao meio de vida do rio-grandense. "O gaúcho é socialmente um produto do Pampa, como politicamente é um produto da guerra", afirma o pensador fluminense Oliveira Vianna em seu livro Populações Meridionais do Brasil.
Nos festivais há uma comemoração da arte criada em relação aos temas, mais do que uma vinculação política que ela possa expressar, e normalmente as letras de música estão recheadas de defesa das questões humanas. O antropólogo rio-grandense Ruben Gorge Oliven registra em seu livro A Parte e o Todo - A Diversidade Cultural do Brasil-Nação-, algo comprobatório deste amor à arte acima de tudo. "... o que me chama atenção é o fato de o público aplaudir indistintamente músicas a favor ou contra a figura tradicional do gaúcho." E complementa: "Mas o público parece vibrar com todas; acho que, na realidade, as pessoas vibram com a celebração da identidade gaúcha."
Música

25/04/2011 23h15min

Aos 53 anos, morre o cantor Rui Biriva. O Artista estava internado no Hospital de Clínicas para tratar tumor no intestino.
O cantor e compositor Rui Biriva, morreu às 22h45min desta segunda-feira. A informação foi divulgada pela assessoria de comunicação do Hospital de Clínicas, onde Biriva estava internado desde 14 de abril para o tratamento de um tumor no intestino grosso.
Rui Biriva tinha 53 anos e era o caçula dos três filhos de Adalíbio e Malvina Leonhart, um casal de pequenos agricultores do distrito de Esquina Eldorado, em Horizontina. Depois de cursar Direito no Paraná, sem concluir o curso, o cantor deu início a uma carreira bem-sucedida como intérprete em festivais nativistas.
O próprio apelido "Biriva" foi ganho depois de o jovem Rui vencer o festival Seara da Canção Gaúcha, em Carazinho, em 1982, com a canção Birivas, de Airton Pimentel. "Biriva" é uma designação para os tropeiros de gado das comunidades de cima da Serra. Rui voltaria a vencer o mesmo festival em 1984, com a música Santa Helena da Serra, parceria com José Luiz Vilela e até hoje uma de suas composições mais queridas pelo público.
Depois de gravar o primeiro LP em 1987, Cantar (Continental), Rui rapidamente tornou-se um dos nomes-chave de sua geração. Ficou famoso não apenas pelo sucesso popular de canções animadas e festivas como Tchê Loco, Festança, Pé na Estrada, Tonto de Saudade e Castelhana (esta última, parceria com Elton Saldanha), mas pela simpatia e espontaneidade cheia de humor que levava para suas músicas e para suas performances de palco.
Seu disco mais recente, Pedindo Cancha (2009), um CD que o próprio artista identificava como especial em sua trajetória — uma espécie de "álbum conceitual" temático sobre a Cancha Reta, um dos esportes campeiros mais antigos do Estado. Rui deixa mulher e um filho adolescente.

O corpo do músico será velado na Câmara de Vereadores de Porto Alegre na manhã desta terça-feira. À tarde, deve partir para Horizontina.


II Cavalgada da integração

Dia 30/04

Uma cavalgada pelas estradas da colônia de Pelotas/RS.

Interagindo com outras entidades, que também são representantes da tradição e da cultura gaúcha.







                                                     
 PIQUETE LANCEIROS DO MONTE BONITO

Os integrantes do Piquete Lanceiros do Monte Bonito estiveram reunidos no ultimo sábado na casa do nosso amigo Cleiton Schillim para a reunião do mês de abril de 2011.

Como é de costume, sempre reservamos um dia no mês para que as nossas famílias possam estar juntas para uma roda de chimarrão, um bom causo e uma janta macanuda e também acertar detalhes de atividades a serem desenvolvidas pelo Piquete e nesta reunião do dia 09/04 nós, aproveitamos para fazer um balanço da mateada realizada no dia 20/03/2011 e também, já acertar detalhes da próxima cavalgada programada para acontecer dia 30/04/2011.

Um abraço a todos integrantes do Piquete e a todos admiradores da cultura e da tradição gaúcha.

Continuamos assim, gauchada, unidos e trabalhando forte para que nós e nossas famílias possamos continuar nos orgulhando de dizer que somos sim desse Estado Brasileiro chamado Rio Grande do Sul.

“Ninguém é tão grande que não possa aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar”.

Fabrício Mendes

2ª Mateada! O objetivo foi alcançado



Objetivos: O objetivo do Piquete de realizar uma mateada no mês de março, mês que como todos sabem o clima já é mais frio e a tarde encerra mais cedo.
Então, mesmo sabendo que a tarde é mais curta e que possivelmente pudesse acontecer alguma festa no mesmo dia, nós não recuamos porque se se programa muito acaba não saindo nada, e os apreciadores da tradição e da cultura gaúcha estavam ansiosos por mais um evento realizado por nosso piquete. A data foi mantida e o objetivo foi alcançado.
Objetivos que eram os de realizar um evento com atrações locais para que todos pudessem apreciar, num ambiente agradável junto de suas famílias e amigos, sem nem um incidente que pudesse prejudicar o sossego dos que lá estavam presentes e fazer com que os que vêm acompanhando o piquete e os que estão se aproximando agora, possam seguir acreditando na seriedade do trabalho.

Agradecimentos:

Queremos agradecer as famílias que foram prestigiar a bela mateada na tarde deste domingo dia 20/03.
As empresas e aos amigos que colaboraram com doação de brindes para que fossem sorteados durante a realização do evento.
  • Todos integrantes do Piquete Lanceiros do Monte Bonito;
  • Sub-Prefeitura do Monte Bonito;
  • Supermercado Pinho (Monte Bonito);
  • Mercado Porto (Monte Bonito);
  • Mercado Frölich (Monte Bonito);
  • Moisés Materiasis de Construção (Monte Bonito);
  • MacSul Primavera (Monte Bonito);
  • Mercado Costa e Silva (Monte Bonito);
  • Ao Banco Sicred;
  • Correaria Espora e Mango;
  • Correaria Tune Silva;
  • Correaria Dima;
  • Gaúcho e Prenda Armazem de Pilchas;
  • Agropecuária Semear;
  • Fabrica de Bombachas Shansa;
  • Fabrica de Refrigerante Biri;
  • Ao amigo Fabio Porto (Monte Bonito);
  • Ao amigo Turquinho (Monte Bonito);
  • Ao amigo José Joaquim Hugo "Teixerinha";
  • Aos amigos Carla Giovani e Daili;
  • A amiga Dona Maria (Monte Bonito);
  • Ao amigo Isac;
  • Ao Grupo Sentinela;
  • Ao cantores Sandro Vilela e Elias Sodré;
  • Ao Grupo Os Tordilhos;
  • Ao cantor Cleiton Schillim.
Um baita abraço a toda gauchada companheira.

S.O.S. São Lourenço do Sul: veja onde fazer doações
Confira os pontos de coleta em Pelotas:
— IFSul campus Pelotas, sala 136A: Praça Vinte de Setembro, 455. Informações pelo fone (53) 2123-1000.
— Corpo de Bombeiros: Rua Gomes Carneiro, 1880
— Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social: Rua Marechal Deodoro, 404

— Plantão da Cidadania: Rua Três de Maio, 1074

— OAB: Rua Félix da Cunha, 776.

— UCPel: Campus I, Rua Gonçalves Chaves, 373 e Campus II, Rua Almirante Barroso, 1.202

— Curso de Turismo da UFPel: Rua Lobo da Costa, 859, esquina Félix da Cunha (entrada pelo portão ao lado do Theatro Guarany)

— 4º BPM: Av. Bento Gonçalves, esquina Almirante Barroso

— 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ªCRE): Rua Barão de Butuí, 396, esquina Gonçalves Chaves (com o professor Marco Aurélio)

— Banco de Alimentos: Casa da Indústria do Parque do Sesi (prolongamento da Avenida Bento Gonçalves). Dependendo da quantidade, o Banco busca as doações. Mais informações pelos telefones (53) 2123-8052 e 2123-8055

— Associação Rural de Pelotas: Av. Fernando Osório, 1754

— Escola de idiomas You & Me: Rua General Osório, esquina Padre Felício

— BIG: Av. Presidente Juscelino Kubtscheck de Oliveira, 2300

— Maxxi Atacado: Av. Fernando Osório, 2072

— Nacional Lobo da Costa: Rua Lobo da Costa, 1251

— Nacional Gonçalves Chaves: Rua Goncalves Chaves, 2810

— Nacional Barão Azevedo: Rua Barao de Azevedo Machado, 600

— Nacional General Osório: Rua General Osório, 656
      

Dia 20/03/2011, apartir das 13:30 estaremos promovendo a 2ª MATEADA do Piquete de tradições gaúcha Lanceiros do Monte Bonito.
Um evento especialmente organizado para as famílias em geral em um ambiente pra lá de acolhedor que é o espaço da Comunidade Jesus Operário que por sinal é gentilmente cedido para que possamos realizar esse tipo de evento.
 
De lança na mão, peleando pela tradição!

Esse é o nosso Lema gauchada amiga...

Nós não precisaríamos pelear pela tradição, se as pessoas não esquecessem a finalidade e o propósito de uma instituição tradicionalista.

Pois afinal, somos gaúchos tchê e amamos nossa terra, nossa cultura e nossos costumes.

Quando se passa a frequentar um Centro de Tradição ou como no nosso caso que se trata de um Piquete de Tradição Gaúcha, todos os integrantes, apreciadores e freqüentadores têm que ter em mente que vamos manter e cultivar as tradições do Rio Grande do Sul.

Ai meus amigos, para que possamos ter um ambiente sadio e bueno para as famílias e que amanhã nossos filhos, sobrinhos, netos, bisnetos e amigos possam ter um lugar para se encontrarem, tomar um chimarrão, dançar, contar causo e se divertir, longe das drogas e da violência, então, senhoras e senhores devemos encontrar entre nossas prioridades, prioridades estas que temos em nossas vidas como, por exemplo: os estudos e o trabalho que são algo importantíssimo para nossas vidas e não podemos deixar de lado jamais, mas no mínimo um dia no mês deverá ser dedicado para que se possamos nos encontrar e seguir cumprindo com a finalidade e o propósito da instituição.

Entidade Tradicionalista / Empresa Privada.
Entendem-se quando em uma Empresa Privada, se fala que o ambiente de trabalho ta ruim ou que clima esta pesado e tudo mais, isto é perfeitamente entendido por todos nós, pois onde existe muita ganância e um individualismo fora do sério para que se possa crescer dentro da empresa e muitas vezes passando por cima dos outros com mentiras e calunias de todas as espécies e etc..
Totalmente diferente de uma entidade gaúcha, onde todos têm o mesmo objetivo que é o de manter e cultivar a cultura e as tradições do Rio Grande do Sul. E ainda segundo o estatuto das entidades tradicionalistas, todos os sócios em dia com suas obrigações, terão a oportunidade de desenvolver seu trabalho em prol da tradição gaúcha.
Então gauchada, uma entidade onde todos integrantes têm que remar para o mesmo lado e juntos, não pode fracassar.
Pois ninguém esta ali para ganhar dinheiro para si ou para outrem, a não ser para a instituição, para que esta possa caminhar com as próprias pernas sem depender diretamente dos apoios do comércio, quando pretender programar uma atividade para a população em geral, pois o trabalho deve ser feito de coração.

A tradição e a cultura gaúcha
O Piquete Lanceiros do Monte Bonito, não pretende ser uma entidade focada somente no desfile de 20 de setembro, mas em todos os seguimentos da cultura e dos costumes do Rio Grande do Sul, porque um Piquete de Tradição Gaúcha não esta voltado somente ao cavalo, mas também na dança, na trova, poesias, musicas e etc.

Engana-se quem diz que para participar de um Piquete é preciso saber andar a cavalo, não sei bem se isso é engano pela falta de informação ou é a vontade real de cortar uma plantinha que a pouco foi plantada e deixam bem claro que não entendem bem o que se faz dentro de um Piquete ou em um Centro de Tradição.

Sem mais delongas, continuamos então por essa tropeada da vida peleando pela tradição e nos veremos em breve na 2ª Mateada a realizar-se no 20/03/2011(Domingo) a partir 13h30min ali bem próximo de todos na Comunidade Jesus Operário.

Um baita abraço a todos que amam o chão gaucho e tem o sul no coração.

Fabrício Mendes
Mateada

Bueno gauchada, dia 20/03/2011 estaremos promovendo a 2ª Mateada do Piquete e contamos com a presença de todos para que possamos passar um domingo pra lá de especial com a familia e os amigos, cevando um belo chimarrão, escutando as musicas que falam da nossa terra, dos nossos costumes e da nossa tradição.
Local: Comunidade Jesus Operário - (Colônia Monte Bonito - 9º Distrito - Pelotas/RS) 
Horário: 13:30
Este é o nosso Rio Grande do Sul, gauchada!!
Um forte abraço a todos e até o dia 20/03.

Carreteiro no feriado do dia 02/02/2011



A sombra das figueiras propiciaram o preparo de um carreteiro macanudo feito no fogo de chão. E estava bueno tchê!
Te aprochega vivente!

CONFRATERNIZAÇÃO DIA 16/01/2011

COM A BENÇÃO DO PATRÃO CELESTIAL PASSAMOS UM EXCELENTE DOMINGO JUNTO AOS AMIGOS, COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DE UM ANO DO PIQUETE.
Estado


Pelotas será sede do 59º Congresso Tradicionalista


O município de Pelotas foi escolhido, por unanimidade, como sede para a realização da 59ª edição do Congresso Tradicionalista Gaúcho. A escolha ocorreu entre os dias 7 e 9 deste mês, dentro da realização da 58ª edição do evento, realizada na cidade de Nova Petrópolis. O município foi representado pelo secretario municipal de cultura, Mogar Xavier, que apresentou as potencialidades da cidade e a disposição em sediar a próxima edição do Congresso.
O evento que será realizado na primeira semana de 2012 deve reunir mais de cinco mil tradicionalistas oriundos de todas as partes do Estado, do País e de Centros de Tradições Gaúchas do exterior. Esta será a terceira vez que a cidade recebe o evento, já tendo sido anfitriã nos anos de 1975 e 1992. Um dos diferenciais da próxima edição é que a realização do Congresso em 2012, passa a fazer parte do calendário oficial de eventos alusivos ao bicentenário de Pelotas.
De acordo com o coordenador da 26° região tradicionalista, Vivaldino Duarte, o evento é muito importante para os tradicionalistas da região, principalmente pela comemoração dos 200 anos de Pelotas.

Confraternização

VAMOS COMEMORAR O
 1° ANIVERSÁRIO DO PIQUETE LANCEIROS DO MONTE BONITO


Dia 16/01/2011, os integrantes do Piquete Lanceiros do Monte Bonito estarão reunidos no Passo do Pilão, nas terras da Família Schillim para uma confraternização das mais macanudas, rodeada de musica gaucha, um bom causo campeiro, churrasco e a tão esperada revelação do gaucho secreto.

Um baita abraço a toda gauchada do Piquete e aos amigos que aos poucos vão se chegando!!!

Até Domingo gauchada!

Sitio Panamar



João Simões Lopes Neto


   SIMÕES LOPES NETO
        (1865-1916)



João Simões Lopes Neto (Pelotas, nove de março de 1865 — Pelotas, 14 de junho de 1916) foi segundo estudiosos e críticos de literatura, o maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul.

Filho dos pelotenses Catão Bonifácio Lopes e Teresa de Freitas Ramos era neto paterno do Visconde da Graça, João Simões Lopes Filho, e de sua primeira esposa Eufrásia Gonçalves, e neto materno de Manuel José de Freitas Ramos e de Silvana Claudina da Silva. Nasceu na Estância da Graça, propriedade de seu avô paterno.

Com treze anos de idade, foi para o Rio de Janeiro, estudar no famoso colégio Abílio. Retornando ao Sul, fixa-se em sua terra natal, Pelotas, então rica e próspera pelas mais de cinqüenta charqueadas que lhe davam a base econômica.

Envolveu-se em uma série de iniciativas de negócios que incluíram uma fábrica de vidros e uma destilaria. Os negócios fracassaram. Uma guerra civil no Rio Grande do Sul - a Revolução Federalista - e a economia local fora duramente abalada. Depois disto, construiu uma fábrica de cigarros. Os produtos, fumos e cigarros, receberam o nome de "Diabo", "Marca Diabo", o que gerou protestos religiosos. Sua audácia empresarial o levou ainda a montar uma firma para torrar e moer café, e desenvolveu uma fórmula à base de tabaco para combater sarna e carrapatos. Fundou ainda uma mineradora, para explorar prata em Santa Catarina.

Casou-se em Pelotas, aos 27 anos, com Francisca de Paula Meireles Leite, de 19 anos, no dia 5 de maio de 1892, filha de Francisco Meireles Leite e Francisca Josefa Dias; neta paterna de Francisco Meireles Leite e Gertrudes Maria de Jesus; neta materna de Camilo Dias da Fonseca e Cândida Rosa. Não tiveram filhos.

Como escritor, Simões Lopes Neto procurou em sua produção literária valorizar a história do gaúcho e suas tradições. Entre 15 de outubro e 14 de dezembro de 1893, J. Simões Lopes Neto, sob o pseudônimo de "Serafim Bemol", e em parceria com Sátiro Clemente e D. Salustiano, escreveram, em forma de folhetim, "A Mandinga", poema em prosa. Mas a própria existência de seus co-autores é questionada. Provavelmente foi mais uma brincadeira de Simões Lopes Neto. Em certa fase da vida, empobrecido, sobreviveu como jornalista em Pelotas.

Publicou apenas quatro livros em sua vida: Cancioneiro Guasca (1910), Contos Gauchescos (1912), Lendas do Sul (1913) e Casos do Romualdo (1914).

Morreu em Pelotas, aos 51 anos, de uma úlcera perfurada.

Fonte: Wikipédia
O programa ALMA GAÚCHA, deseja a toda gauchada do Piquete Lanceiros do Monte Bonito, aos ouvintes, companheiros e colaboradores do programa, um excelente final de ano e que o Patrão Velho lá de cima permita que o ano de 2011 seja repleto de saúde, paz e alegrias e que juntos, possamos continuar peleando pela tradição.

              Fabrício Mendes – Programa Alma Gaúcha (Rádio Colonial FM - 104,9)

FELIZ ANO NOVO!

Aos amigos que nos amadrinharam nas camperiadas da vida durante o ano de 2010, desejamos um Feliz 2011 ao lado de suas familias e que juntos possamos pialar alegrias e cevar o mate da esperança e quem sabe trazer mais um naco de felicidade para o aconchego do rancho.


Jair Oliveira - Capataz do Piquete

Aniversário do Piquete

Os integrantes do Piquete Lanceiros do Monte Bonito, estão muito felizes, pois no dia 14/12/2010 a entidade completou um ano de existência.
O ano de 2010, foi de muitas atividades, muito trabalho, muito sacrificio de todos para que as atividades acontecessem da melhor maneira possivel e Graças a Deus todos os eventos foram realizados com sucesso e com uma ótima aceitação pela comunidade do Monte Bonito e arredores.
Os integrantes do piquete, abriram mão muitas vezes de estar com a família e também do descanço depois de um dia de trabalho, para estar nas reuniões que aconteciam mensalmente, lembramos também que no dia 12/09 os cavalarianos partiam em direção ao centro da cidade de Pelotas com a missão de trazer a chama crioula, foram horas enfrentando o frio e a chuva naquele domingo de setembro, mas a missão foi cumprida e uma centelha da chama crioula estava no 9º Distrito sob a guarda do Piquete Lanceiros do Monte Bonito a partir dai pôde ser desenvolvida varias atividades ao longo da semana, culminando com um belo desfile no dia 19/09 na estrada principal e um churrasco com um mini fandango na comunidade Jesus Operário.

Em fim, foi plantada a semente do tradicionalismo gaúcho em nossa localidade, para que em breve possamos colher os frutos desse trabalho junto de nossas famílias e amigos.

O Piquete Lanceiros do Monte Bonito estará sempre de portas abertas para receber novos integrantes, pessoas que gostam da tradição gaúcha e amam o chão sulino.

Agradecimentos:

Aos integrantes do PTG Lanceiros do Monte Bonito

Aos Integrantes do CCN Raizes da Tradição

Aos Comerciantes do Monte Bonito

A Comunidade Jesus Operário

A Escola Marechal Rondon

A Escola João da Silva Silveira

A População em geral

Patrão do PTG Lanceiros do Monte Bonito participa de Audiência Pública promovida pela OAB

CRACK, VIOLÊNCIA E TRATAMENTO SÃO DISCUTIDOS EM AUDIÊNCIA PUBLICA.
Pelotas, além de mais outras 104 subseções gaúchas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), recebeu nesta segunda-feira (13) a audiência pública para discutir o tema Crack, violência e tratamento. A ação foi uma iniciativa da Seccional, por meio da Comissão de Direitos Humanos da OAB e trouxe a discussão sobre o tema junto a autoridades, população e profissionais da Saúde, além de advogados e o patrão da Entidade Tradicionalista Lanceiros do Monte Bonito, familiares de usuários ou ex-usuários de drogas.
Conforme explicou a coordenadora de Direitos Humanos da OAB de Pelotas, Marleni Bederode, a audiência ocorreu simultaneamente em todo o Estado e teve como foco central, entre outras coisas, realizar um levantamento da real situação do número de usuários de drogas na cidade, bem como, os serviços oferecidos para tratamento, internação, além de apoio psicológico. Ainda conforme Marleni, outro objetivo da audiência foi a busca por mais vagas nos Centros de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps/AD) para pessoas que queiram internar-se para realizar o tratamento ou até mesmo para a internação compulsória, quando os familiares solicitam.